Acessibilidade de portais vai ser tema do 10º EnGITEC

por Letícia Almeida Borges publicado 04/10/2018 19h20, última modificação 08/10/2018 10h28
Sites ainda são pouco acessíveis, mas situação pode ser mudada, sustenta palestrante

No Brasil, cerca de 45 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência. Ao mesmo tempo, é o quarto país com mais usuários na web no mundo. Mas menos de 5% dos nossos sites são acessíveis. Estes são dados que Taiane Fernandes, servidora da Câmara de Suzano (SP), vai trazer ao debate durante o 10º Encontro Nacional do Grupo Interlegis de Tecnologia, que será realizado em Brasília, de 19 a 23 de novembro.

Taiane há 10 anos é desenvolvedora web, formada em jornalismo e em tecnologia em Web Designer e membro do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do W3C, o consórcio internacional que cria padrões para a web.

Ela vai mostrar o caso da Câmara de Suzano que, preocupada em disponibilizar suas informações para todos, desenvolveu um portal sem barreiras de acesso e, “com isso se tornou o primeiro órgão público do Brasil, fora do município de São Paulo, a receber o selo de acessibilidade digital”:

_ Somos a única Câmara a ser certificada. Em 2016 o portal ficou entre os cinco sites governamentais mais acessíveis do Brasil no Prêmio Web para Todos, ocorrido durante as Paralimpíadas do Rio de Janeiro – disse Taiane.

Segundo ela, a Câmara de Suzano é “um exemplo a ser seguido para que possamos mudar o quadro do número de sites governamentais acessíveis, disponibilizando a todos, sem exceções, informações sobre o Legislativo”. Taiane disse que quer mostrar que “ter um site acessível não é difícil e tampouco gera custos, só é necessário empatia”.

 

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