Casa Brasil vai promover o Brasil na China

por monicaco — publicado 28/07/2008 11h02, última modificação 28/07/2008 11h02
O Comitê Olímpico Brasileiro inaugura a Casa do Brasil, na China, que irá funcionar durante os Jogos Olímpicos . Quer mostrar as belezas naturais, os produtos e serviços disponíveis aos turistas que visitam nosso país

Divulgar o Brasil como destino turístico, destacando suas belezas naturais, sua diversidade, a qualidade de seus produtos e as áreas de comércio e serviços, difundir programas e projetos que compõem a política nacional de esporte e lazer e realizar ações de promoção da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Estes são os objetivos da Casa Brasil, um espaço de 1.000 m2 que funcionará em Pequim durante os Jogos Olímpicos de 2008.

A iniciativa foi adotada pela primeira vez em 1996 pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e neste ano conta com o engajamento do governo federal, sob a coordenação do Ministério do Esporte, e decisiva participação dos Ministérios do Turismo (por meio da Embratur), da Cultura, das Relações Exteriores, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em uma grande parceria com o COB.

O lançamento da Casa Brasil aconteceu na tarde desta quinta-feira (24), no Rio Janeiro, e contou com a presença do ministro do Turismo, Luiz Barretto; do ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior; do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman; da secretária de Turismo, Esporte e Lazer do Estado, Márcia Lins; do subsecretário municipal para a candidatura Rio 2016, Cláudio Versiani; o coordenador da Apex Juarez Leal.

O espaço será montado no Jianguo Garden Hotel, na principal avenida de Pequim, próximo à Cidade Proibida e ao hotel oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI), e terá uma área multimídia com informações sobre o Brasil e o Rio de Janeiro. Além disso, as coletivas com atletas brasileiros serão realizadas na Casa Brasil, que contará ainda com locais de apoio e atendimento ao público-alvo, que são autoridades governamentais chinesas, organismos internacionais, imprensa nacional e estrangeira, formadores de opinião, mercado empresarial chinês, mercado turístico e comunidade esportiva internacional.

Na Casa também será feita exposição de produtos e serviços do Brasil, com o objetivo de destacar os segmentos de forte potencial exportador para a região. Dentre os setores que mais exportaram para a China em 2007, destacam-se os de máquinas e motores, petróleo, materiais elétricos e eletrônicos e instrumentos de precisão, que, juntos, representam quase a metade das importações chinesas.

O presidente do COB destacou que os Jogos Olímpicos de 2008 representam um novo tempo no esporte brasileiro. Segundo ele, a parceria firmada com o governo federal para a instalação da Casa Brasil é apenas o início de muitas outras Casas Brasil que ainda virão. Ele ainda destacou que o Esporte é o melhor caminho de relacionamento que existe com o turismo. Esta integração tem sido demonstrada ao longo de diversas experiências com a realização de eventos esportivos, afirmou Nuzman. Ele também disse que pelo esporte a Marca Brasil é transmitida ao mundo naturalmente.

O custo da Casa Brasil será de R$ 10,450 milhões, sendo R$ 2,5 milhões do Ministério do Turismo, R$ 3,5 milhões do Ministério do Esporte, R$ 2 milhões do COB, R$ 2 milhões da Apex e R$ 450 mil da Secom. Esses investimentos dizem respeito a locação do espaço, montagem cenográfica, operação da Casa por todo o período de funcionamento, serviços de intérprete e Internet, receptivo, segurança, transporte, produção de materiais de comunicação e ações de promoção e divulgação. Além disso, o MTur destinará 450 mil euros à inserção de filmes institucionais sobre o Brasil no canal Eurosport, principal canal esportivo da Europa, com transmissão para 59 países.

“A Casa Brasil não será apenas uma vitrine dos produtos brasileiros, mas um importante espaço de promoção institucional. A estrutura física foi criada para proporcionar aos visitantes uma experiência que reflita o diferencial do país, apresentando o estilo de vida do povo brasileiro”, diz o ministro do Turismo, Luiz Barretto. Esta será a primeira vez que o governo federal investirá na Casa Brasil. Em Olimpíadas anteriores, o espaço era apenas montado pelo COB com objetivo principal de promoção do esporte e apoio aos atletas.

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., frisou a importância da participação decisiva do governo federal nos Jogos de 2008 para o fortalecimento da imagem nacional e a promoção da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016: “A Casa Brasil será um grande espaço de promoção não apenas de destinos turísticos como também de produtos e serviços brasileiros, da capacidade democrática, da estabilidade econômica e das competências do País”, pontuou, lembrando que a iniciativa é uma tendência mundial.

“Pelo menos trinta países terão em Pequim seus espaços, o que o Brasil quer agora é dar mais um passo para ser inserido afirmativamente no cenário internacional”, afirmou o ministro do Esporte, referindo-se a países como Estados Unidos, Canadá, Espanha, Japão, Holanda e Itália. A presença brasileira mais forte nos Jogos de Pequim demonstra, segundo o ministro, que o Brasil entrou na candidatura a 2016 para ganhar. “Por isso, temos de mostrar ao mundo a nossa liderança”, acrescentou, finalizando ao informar que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, antecipou sua agenda em Pequim para participar da inauguração da Casa Brasil.

A Embratur realizará diferentes ações, voltadas para públicos específicos. Serão quatro seminários "Descubra o Brasil", que visam atingir o trade turístico local, composto por operadores e agências de viagem, organizadores de eventos, companhias aéreas e imprensa especializada. Também será feita a apresentação "Descubra o Brasil", voltada ao público final, composto por formadores de opinião, e três visitas guiadas, organizadas por agendamento. Estão previstas, ainda, ações de marketing para divulgar a marca Brasil nos principais locais de competições durante os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, para potencializar a exposição da Marca Brasil, aproveitando a presença de espectadores de vários países do mundo, além de transmissões de TV e a cobertura maciça da imprensa internacional.

Também participaram do evento o secretário nacional para a candidatura Rio 2016, Ricardo Leyser; o secretário especial do Ministério do Trabalho e Emprego Antonio Albuquerque; o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, Alexandre Sampaio; o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Álvaro Bezerra; o presidente da Brazilian International Tourism Operators (Bito), Roberto Dutra; o vice-presidente da TurisRio, Nilo Sérgio Félix; o diretor do Rio Convention & Visitors Bureau Paulo Senise; o presidente do Conselho Federal de Educação Física, Jorge Stenhielber; e a vereadora Patrícia Amorim.

Turismo - O mercado de turismo emissivo chinês tem se caracterizado por apresentar um intenso crescimento nos últimos anos. O número de turistas saltou de 9 milhões, em 1999, para 34,5 milhões em 2006, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). Ainda de acordo com a OMT, a expectativa é que a China se torne o quarto país emissor de turistas em 2020, ficando atrás apenas de Alemanha, Japão e EUA.

Desde 2003, Brasil e China têm intensificado um processo de aproximação que já tem elevado o comércio entre os dois países em níveis históricos. Em novembro de 2004, os dois países assinaram o Memorando de Entendimento que inaugurou o intercâmbio turístico. Atualmente, 52 agências de viagens são credenciadas para trabalhar o mercado chinês. O acerto dessa iniciativa pode ser conferido no aumento significativo do fluxo de turistas chineses para o Brasil. Mais que dobrou o número de visitantes de 2005 (18.017) para 2006 (37.656).

Rio 2016 - Ao conquistar posição entre as quatro cidades que oficialmente são candidatas às Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, o Brasil demonstrou ter capacidade para organizar grandes eventos esportivos e alcançou repercussão internacional. Desta maneira, a oportuna instalação da Casa Brasil em Pequim torna-se importante ferramenta de divulgação da imagem positiva do país junto às entidades e autoridades que, direta ou indiretamente, estão inseridas no movimento olímpico e na imprensa internacional, presentes em peso ao evento do COI.

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