Começa Oficina Interlegis Câmara Verde em Brasília

por Debora Silva Barroso Pais publicado 20/09/2018 12h30, última modificação 21/09/2018 17h01
Evento tem parceria da CLDF e do TCU

Na manhã desta quinta (20) teve início o treinamento do ILB que ensina a elaborar um Plano de Logística Sustentável (PLS) – a Oficina Interlegis Câmara Verde. O objetivo do treinamento é estimular a adoção de práticas sustentáveis nas Câmaras e Assembleias.

Essa ação do ILB ocorre em Brasília pela primeira vez e tem o apoio do TCU e da CLDF. Durante dois dias, os presentes realizarão uma atividade que os ajudará a dar início ao PLS das casas legislativas. Trata-se de um documento que ajuda os gestores públicos a adequarem os atos administrativos da Administração Pública a demandas socioambientais com um conjunto de ferramentas de planejamento que promovem práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos.

Durante a abertura, o deputado distrital Professor Israel Batista falou que inciativas como a do ILB são um instrumento de fomento, transparência e acesso à informação. Também frisou que o PLS tem importante papel nas instituições: “o PLS ajuda os gestores com um conjunto de ferramentas de planejamento que, entre outras funções, colabora com a racionalização dos processos”.

O representante da Câmara dos Deputados, Luiz Vicente da Costa Braga completou a ideia explicando que iniciativas como a Oficina Câmara Verde e o Comitê de Gestão Socioambiental – EcoCâmara – criado em 2003, têm o simbolismo de sinalizar para a sociedade uma preocupação que diz respeito à ordem econômica: “tratar do reúso da água, por exemplo, nas instituições não é coisa de ambientalista. Toca no bolso de todos. É um caminho inevitável”.

Durante a manhã, os servidores do Senado Mário Hermes Stanziona Viggiano e Danielle Abud Pereira se revezaram para dar aos presentes uma ideia da importância do tema da oficina.

Mário Viggiano explicou a necessidade de Administração Pública inovar seu entendimento sobre gestão sustentável e aplicá-lo.

Ele defendeu que a inovação é um compromisso que precisa ser assumido pelo Estado: “o servidor público tem a obrigação de inovar e usar o recurso natural a favor da sociedade”.  

Ele reforçou que o patrimônio natural – biodiversidade, minérios, aquíferos –, é um bem finito, portanto, precisa ser explorado de forma consciente para colaborar com o desenvolvimento econômico. A Economia Verde é um conceito que vem ganhando força e demonstra que o reúso ou mesmo a troca inteligente por opções sustentáveis favorece o enriquecimento do país.

Danielle Abud também conduziu sua fala no sentido de demonstrar que o poder público possui o dever e não apenas a faculdade de cumprir o papel de consumidor responsável no tocante às questões ambientais e sociais. E demonstrou que esta responsabilidade é prevista na própria Constituição Federal.

Também mostrou que o conceito de sustentabilidade aplicada à Administração Pública avançou, saindo do tripé da preocupação com meio-ambiente, economia e sociedade e alcançando novo patamar de compromisso: ético, cultural e político.

Os presentes receberam material com amparo legal para justificar compras e contratações nas casas legislativas dentro do conceito de sustentabilidade.

A diretora do Escola do Legislativo da CLDF, Renata Fernandes também prestigiou o evento de abertura. A oficina reúne servidores de câmaras municipais, da CLDF, do TCU e de instituições privadas de Brasilia. A íntegra do evento está disponivel no canal TV Web CLDF.

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