COOPERAÇÃO - Parlamento Nacional do Timor Leste quer apoio do Interlegis para se organizar

por laborges — publicado 25/10/2011 17h40, última modificação 25/10/2011 17h41

Um país que só tem 10 anos de independência, que sofreu ocupações por quase toda a sua existência - sendo que a última, pela Indonésa, durou 25 anos -, o Timor Leste procura se reerguer e se organizar. E um dos pontos centrais é a institucionalização do Parlamento Nacional, que conta com 65 deputados (é unicameral) de nove partidos diferentes. Para tanto, toda a ajuda internacional é bem-vinda. E, nesta terça-feira, 25, o Secretário Geral do Parlamento, João Rui Amaral, esteve na sede do Interlegis, para discutir as possibilidades deste suporte.

O diretor executivo do Interlegis, Haroldo Tajra, colocou-se totalmente à disposição para  fornecer produtos e serviços que possam auxiliar os timorenses nesta tarefa. Uma das maiores dificuldades, segundo relatou João Rui, é a elaboração das leis. O Parlamento Nacional está apenas na sua segunda legislatura e novas eleições devem ocorrer em julho do ano que vem.

João Rui falou da dependência que os próprios deputados têm de alguns assessores internacionais e da baixa qualificação dos profissionais do mercado. A começar da língua: embora o Português seja a língua oficial, ele é falado por uma parcela pequena da população e, ainda assim, os anos de ocupação fizeram com que a convívio com a língua diminuísse.

Haroldo Tajra se dispôs a encaminhar uma proposta de convênio para que o Interlegis possa fornecer cursos presenciais e a distância para servidores timorenses, além de apoio nas questões tecnológicas. João Rui Amaral estava acompanhado do diretor de tecnologia do Parlamento, Abílio Caldas, e de José Luiz Lacowicz, funcionário da Câmara Municipal de Canoinhas (SC), que esteve no Timor Leste por quatro meses, a serviço da Agência Brasileira de Cooperação - vinculada ao Ministério das Relações Exteriores - que também está dando apoio àquele país.
Eles também fizeram uma visita à Rádio Senado, pois é do interesse do Parlamento ter a sua própria rádio.

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