SENADO FEDERAL - DataSenado ouve população sobre reforma política

por laborges — publicado 24/03/2011 18h47, última modificação 24/03/2011 18h47


O DataSenado iniciou, na sexta-feira dia 18, pesquisa de opinião para ouvir as impressões da população a respeito dos 11 temas discutidos pela Comissão Especial da Reforma Política. A sondagem de âmbito nacional será realizada por telefone com cerca de 900 brasileiros maiores de 16 anos, residentes em 111 municípios.

Os entrevistadores, que realizarão as entrevistas até 28 de março, fazem 25 perguntas sobre os temas em análise na comissão - como financiamento público de campanha, reeleição e voto facultativo.

Antes da pergunta, porém, será feita uma contextualização, para que o entrevistado entenda o tema tratado.

- Muitas pessoas sequer sabem o que significa suplência de senador, por exemplo. O pré-teste já mostrou que a contextualização funciona. A entrevista vai ficar um pouco mais demorada, mas corre-se menos risco de indução - explicou Ana Lucia Novelli, diretora da Secretaria de Pesquisa e Opinião do Senado (Sepop).

Sugestões 

Desde o início deste mês, estão sendo coletadas opiniões e sugestões da população sobre a reforma política, por meio de formulário disponível na internet. O sistema de sugestões por meio da internet já foi testado para a reforma do Código de Processo Civil (CPC), aprovada em dezembro no Senado e que aguarda análise da Câmara. As contribuições também podem ser enviadas pelo Alô Senado: 0800-612211.

Até agora foram recebidas 625 sugestões. A maioria delas é sobre sistema eleitoral (majoritário, distrital e proporcional); voto facultativo ou obrigatório; e manutenção ou não da reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. Todas as sugestões são encaminhadas à comissão especial para análise no processo de elaboração da proposta.

O perfil do colaborador pela internet é de cidadãos de 40 a 59 anos, com curso superior ou pós-graduação e, na maioria, residentes na região Sudeste. Dos 625 formulários enviados, 582 são de homens e 41 de mulheres.

- As mulheres estão distantes dessa discussão. Uma coisa bacana seria estimulá-las a participar - afirmou Ana Lucia.

Da Redação / Agência Senado
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