A Hora do Planeta acontece neste sábado

por monicaco — publicado 25/03/2010 12h35, última modificação 25/03/2010 12h35
A nova edição da Hora do Planeta, promovido pela WWF (World Wide Foundation), acontece neste sábado (27) em todo o mundo. Participe

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A dois dias do evento, o número de adesões à Hora do Planeta no Brasil está crescendo ainda mais rapidamente. Mais quatro capitais brasileiras - Recife, Goiânia, Belém e São Luís - confirmaram a participarão no movimento global. O Brasil supera o número de capitais que aderiram no ano passado: são 15 nas cinco regiões do Brasil (Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Vitória/ES, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Goiânia/GO, Curitiba/PR, Porto Alegre/RS, Fortaleza/CE, Recife/PE, São Luis/MA, Manaus/AM, Palmas/TO, Rio Branco/AC e Belém/PA). 

As capitais irão apagar as luzes de monumentos das cidades, num gesto simbólico, como forma de mostrar ao mundo a preocupação com o desmatamento, a degradação dos ecossistemas e as mudanças climáticas. 

Na capital pernambucana, Recife, ficarão no escuro o edifício sede da prefeitura e a Ponte Duarte Coelho, que liga os bairros de Boa Vista e Santo Antônio e é também conhecida por ser o ponto de apoio do Galo da Madrugada, famoso bloco de carnaval da cidade, e abrigar um grande boneco do Galo nos dias de folia. Já em Belém, a prefeitura irá realizar um evento no mercado de São Braz, que terá suas luzes apagadas.

Em São Luís, a Secretaria Municipal de Governo anunciou que vai desligar as luzes dos ícones Palácio La Ravardiere (Sede da Prefeitura Municipal), Memorial Maria Aragão, Fachada da Igreja dos Remédios, Sereia da Praça Dom Pedro II e o Monumento da Praça Gonçalves Dias.

Em Goiânia, o Viaduto Latif Sebba, localizado na Praça do Ratinho, ficará no escuro na Hora do Planeta e chamará a atenção dos moradores da capital do estado de Goiás. Acostumados a avistar facilmente o monumento acima do viaduto, composto por três prismas de aço de 56 metros de altura bem iluminados por 12 refletores internos e oito internos, os goianienses receberão o recado da Hora do Planeta ao perceber o viaduto apagado. O elevado João Alves de Queiroz e o Parque Municipal Flamboyant Lourival Louza também ficarão sem iluminação na noite da Hora do Planeta. 

Recife, São Luís, Goiânia e Belém se unirão no dia 27 de março, às 20h30, a um grupo de 61 cidades brasileiras - incluindo outras 11 capitais - em 19 estados em cinco regiões do país, e mais 2.521 cidades em 120 países de norte a sul no planeta. No Brasil, ainda dois governos estaduais - Minas Gerais e Acre -, 1.506 empresas e 249 organizações estão apoiando a Hora do Planeta 2010, que é liderada pelo WWF-Brasil, com o patrocínio da Coca-Cola Brasil, Walmart Brasil, TIM e HSBC. 

Frente Parlamentar Ambientalista

Em Brasília, a Frente Parlamentar Ambientalista, que reúne deputados e organizações que defendem o meio ambiente, anunciou sua adesão à Hora do Planeta 2010 nesta quarta-feira (24/3). 

O superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Claudio Maretti, fez a apresentação sobre o movimento de mobilização da sociedade aos mais 20 parlamentares presentes.  

Neste Ano Internacional da Biodiversidade, o WWF-Brasil chama a atenção para a necessidade de conservação da natureza. O país é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, principalmente por causa do desmatamento. Sendo assim, Claudio Maretti, destacou a importância da conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos, em especial das florestas, e defendeu firmemente o Código Florestal brasileiro. 

"O Código Florestal deve ser defendido e mantido por ser a lei do futuro, uma vez que protege os ecossistemas como também promove sua adaptação às mudanças climáticas, que provocarão cada vez mais eventos climáticos extremos e  freqüentes", afirmou Maretti aos deputados.

"É emocionante ver tanta gente se engajando em um ato simbólico e mostrando que quer cuidar do planeta. A história da Hora do Planeta mostra que a cada ano que passa a mensagem sobre a gravidade do aquecimento global e a necessidade de conservação do meio ambiente chega a mais pessoas e tomadores de decisão, o que é muito positivo", diz Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. 

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