Interlegis II: mãos a obra

por Tâmara Monteiro / Anderson Barbosa — publicado 25/01/2010 14h40, última modificação 26/01/2010 00h53
Com o evento denominado Missão de Arranque, reunião entre técnicos e diretores do BID e servidores do programa, começa o Programa Interlegis II

As atividades do Programa Interlegis II tiveram  início nesta segunda-feira (25) com o evento denominado Missão de Arranque, uma reunião entre os técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID e servidores programa.  A reunião tem por objetivo, apresentar os avanços  obtidos na primeira etapa e os projetos, programas  e metas para a segunda fase.

O primeiro a falar foi o diretor da área do BID, responsável pelo Interlegis, Carlos Cordovez, que abriu o evento apresentando sua equipe e solicitando que cada um se apresentasse. Destacou a importância da parceria entre Senado e BID para o sucesso do Programa Interlegis. Após dar as boas vindas, passou a palavra ao especialista em modernização do Estado do banco, Pablo Valenti.

Por sua vez, Pablo Valentin discorreu sobre a eficácia do modelo do Programa Interlegis, de seu alcance e dos desafios a serem enfrentados nesta nova fase. Segundo Valenti "o mais importante é sairmos daqui com uma Ajuda-Memória, um Plano-aquisições onde teremos estabelecido estratégias mais importantes, as primeiras atividades para os próximos 18 meses e as previsões de mudanças", concluiu.

A história do Programa Interlegis foi o tema da abordagem do assessor da diretoria, Armando Nascimento, que discorreu sobre projeto original do Programa, desde sua criação em 1996 até os dias atuais.

Segundo Armando, o objetivo do Interlegis era aumentar a inclusão digital das câmaras legislativas. “O Interlegis é um programa voltado para cultura parlamentar e administrativa, a princípio foi considerado um projeto de poder do Congresso Nacional, então não poderíamos montar somente um projeto para internet, mas sim de tecnologia. Em 1997, já tínhamos a meta de colocar as Câmaras Legislativas na internet, ligadas ao Portal Interlegis”, afirmou. 

Armando Nascimento comentou da evolução do Programa, com a criação do plenário virtual, videoconferência e de produtos de tecnologia, como o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo – SAPL e o Sistema de Apóio à Atividade Parlamentar – SAAP, além de citar a próxima fase, o Interlegis II.

O diretor executivo do Interlegis,  José Alexandre Girão Motta e Silva, falou sobre as metas estabelecidas para a segunda fase do projeto. E informou que a diretoria do programa já tomou algumas medidas para alcançar todos os objetivos, como o aumento do quadro de funcionários, criação do escritório de projetos,  aquisição de videoconferência com países do Mercosul e encontros regionais do Interlegis.

Alexandre Girão Motta manifestou sua  preocupação com o curto tempo para execução e conclusão das metas. “O tempo para realizar todas as metas é curto, somente 18 meses, temos que deixá-las encaminhadas. Porém, pela falta de tempo, provavelmente teremos metas que não serão atingidas, mas pelo menos estarão alinhavadas”, concluiu o diretor.

A assinatura do documento Ajuda Memória está prevista para sexta-feira (29) quando se encerra a Missão. 

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À Tarde

 

Na segunda parte da Missão de Arranque  nesta segunda-feira (25) a questão  abordada foi a organização da execução do projeto e natureza jurídica do órgão executor, em foco a estrutura administrativa do Interlegis, que deverá sofrer reestruturação de acordo com proposta apresentada pela Fundação Getúlio Vargas para todo o Senado Federal.

Os representantes do banco ficaram preocupados com as mudanças que serão implementadas, pois entendem que poderá haver um retrocesso no fortalecimento institucional, mas o diretor do Interlegis, José Alexandre Girão Motta tranqüilizou a todos afirmando a reforma não interferirá  nas atividades  do Programa.

Em um segundo momento, foi feita a revisão do novo plano de aquisições da segunda fase do programa, que de acordo com os representantes BID , terá que passar por modificações. Informou-se também que já há três propostas para aquisição de equipamentos de videoconferências, de servidores, computadores e impressoras.

Para fechar o primeiro dia da Missão de Arranque foi discutido também o plano de operações para os próximos 18 meses, que também passará por algumas modificações.

 

 

 

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