Filme sobre Dom Helder será exibido 4ª feira no Senado Federal

por brendaortiz — publicado 28/04/2009 16h42, última modificação 28/04/2009 16h43
O Auditório Petrônio Portella, do Senado Federal, se transformará em sala de cinema nesta quarta-feira (29), às 19 horas, para a realização da pré-estreia do documentário “Dom Helder Câmara: O Santo Rebelde”


O Auditório Petrônio Portella, do Senado Federal, se transformará em sala de cinema nesta quarta-feira (29), às 19 horas, para a realização da pré-estreia do documentário “Dom Helder Câmara: O Santo Rebelde”, dirigido por Erika Bauer. A classificação indicativa do filme é livre e a entrada é grátis. O ator Murilo Grossi (narrador do documentário) participará das diversas solenidades em homenagem ao ex-arcebispo de Olinda que serão realizadas durante o dia.

No começo da tarde, às 14 horas, será realizada no Plenário do Senado sessão especial em homenagem ao centenário de nascimento de Dom Helder Câmara. Durante a sessão ocorrerá o lançamento da reedição do livro “Dom Helder: O Artesão da Paz” - organizado por Raimundo Caramuru Barros e Lauro de Oliveira - e a obliteração de selo alusivo à comemoração.

Imediatamente após a sessão especial, será realizada, no Salão Branco, a abertura da exposição "Dom Helder Câmara: Memória e Profecia no seu Centenário. 1909/2009”. Montada na França, a mostra foi cedida ao Brasil graças ao seu curador, José de Broucker, através de iniciativa conjunta de várias entidades, entre elas o Instituto Dom Helder Câmara, a Universidade Cândido Mendes, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Paulinas Editora. Ela reúne fotografias e textos contando a vida e retratando parte das ideias do ex-arcebispo.

Documentário

O filme de Erika Bauer documenta a história de Dom Helder Câmara, considerado um dos líderes político-religiosos mais importantes e polêmicos da história recente do Brasil. Cearense, Dom Helder foi nomeado arcebispo de Olinda em 1964. Ele trabalhou no combate à ditadura militar instalada no país e também participou da luta em favor de uma aproximação maior da igreja católica do povo e em prol dos excluídos.

O documentário de 74 minutos, rodado em 35 milímetros, exibe imagens raras obtidas em instituições nacionais e internacionais - como o Instituto Nacional do Audiovisual da França – e com cineastas que acompanharam a movimentação de Dom Helder na Europa. Diferente do que ocorria no Brasil, que vivia sob censura, fora do país o arcebispo costumava expor livremente as suas ideias.

Erika Bauer também reuniu depoimentos de Leonardo Boff, Dom Marcelo Carvalheira, Dom José Maria Pires (Dom Pelé), Dom Mauro Morelli, Lucinha Moreira, Padre Reginaldo, Nélson Pilleti (historiador e um dos biógrafos de Dom Hélder, autor do livro que inspirou a realização do documentário) e a escritora Rose Marie Muraro, entre outros.

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