Ano Cultural do Senado abre segundo semestre com homenagem à Bossa Nova

por monicaco — publicado 04/08/2008 10h19, última modificação 04/08/2008 15h19
Segundo semestre cultural do Senado começa com homenagem à Bossa Nova, nesta segunda-feira (4), no auditório do Senador Antonio Carlos Magalhães, do Interlegis

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Não existe unanimidade sobre a data ou o fato que marcou o surgimento da Bossa Nova. Porém, o lançamento do disco “Chega de Saudade”, pela Odeon, o primeiro de João Gilberto, é considerado, por muitos, marco inaugural desse movimento musical que extrapolou as fronteiras brasileiras. Para comemorar essa data, o Senado realizará uma série de shows, no Auditório do Interlegis, durante o transcorrer do ano.

 

O primeiro evento acontece, nesta segunda-feira (4), no Auditório Antonio Carlos Magalhães, do Interlegis. Foi convidado para abrir a temporada Bossa Nova no Senado o músico potiguar Tico da Costa. Recentemente ele apresentou-se na Plaza de la Mercê, em Barcelona (Espanha), quando protagonizou um karaokê de Bossa Nova. Tico é um daqueles artistas brasileiros que fazem mais sucesso no exterior do que dentro do seu próprio país.

 

Até o New York Times reconheceu o talento do músico potiguar, em artigo de Ben Ratliff intitulado “Exuberant Rural Rhythms of Black Brazilian Culture”, publicado em agosto de 1996 (http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9B01E0DC153FF931A3575BC0A960958260). Tico da Costa - que aprendeu a tocar violão no Beco da Galinha Morta, em Areia Branca, no Rio Grande do Norte - se apresentou em um dos principais palcos do mundo: o Blue Note Jazz Club New York.

 

            Philip Glass (considerado o criador do minimalismo), Pete Seeger (cantor que exportou a música Guantanamera das fronteiras de Cuba), Lina Wertmüller (a cineasta carinhosamente apelidada de “a Fellini de saias”), o diretor de teatro Gerald Thomas, o violonista Turíbio Santos e o artista plástico Carybé são alguns dos que se auto-intitulam fãs da música de Tico da Costa.

           

            O projeto Bossa Nova no Senado prosseguirá na semana seguinte. Nos dias 12, 13 e 14 o Auditório do Interlegis estará aberto para artistas do Senado celebrarem a Bossa Nova. Ângela Brandão, repórter da Rádio Senado FM, conhecida no meio artístico como “a Noel Rosas de saias”, canta na terça-feira (12). Seu primeiro CD, Maré de Sorte, gravado no Rio de Janeiro, teve como arranjador o pianista Leandro Braga e contou com a participação especial do cantor Paulinho Moska.

 

Na quarta (13), o pianista Toninho de Paula mostrará clássicos da Bossa Nova. Além de consultor legislativo do Senado, ele apresenta na Brasília Super Rádio FM o programa Um piano ao cair da tarde. Depois de estrear no mundo fonográfico com o disco Simplesmente um piano, Toninho está trabalhando na gravação do seu segundo CD.

 

Vanessa Pinheiro encerra a programação de agosto do Bossa Nova no Senado, no dia 14. Natural de Belém do Pará, a cantora viveu no Rio de Janeiro e em Curitiba antes de radicar-se em Brasília. Assessora do senador Papaléo Paes, Vanessa começou a cantar e a tocar violão aos oito anos de idade. Em 2004 lançou seu primeiro CD, produzido pelos baixistas Arthur Maia e Nelsinho Rios.

 

A idéia de transformar 2008 no Ano Cultural do Senado - que tem o ex-senador Artur da Távola como homenageado – foi proposta pelo senador Demóstenes Torres e encampada pelo presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho. A agenda de eventos para o mês de agosto inclui, além dos 50 anos da Bossa Nova, a celebração do centenário de nascimento do escritor Guimarães Rosa e um painel sobre o ano de 1968, marcado em todo o mundo por grandes contestações da política e dos costumes e, no caso brasileiro, também pelo recrudescimento da ditadura militar, com a edição do Ato Institucional (AI) nº 5.

 

PROGRAME-SE:

Dia 4 de agosto – Tico da Costa

Dia 12 de agosto – Ângela Brandão

Dia 13 de agosto – Toninho de Paula

Dia 14 de agosto – Vanessa Pinheiro

 

Local: Auditório do Interlegis

Horário: 19 horas

Entrada franca

Censura Livre

 

 

 

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