Brasília sedia I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

por brendaortiz — publicado 01/04/2008 14h30, última modificação 03/04/2008 13h36
Evento acontecerá nos dias 11 e 12 de junho, no Brasília Alvorada Park Hotel, em Brasília, e contará com a presença de Rajendra Pachauri (Prêmio Nobel da Paz 2007) – que vem pela primeira vez ao Brasil - e Mohammad Yunus (Prêmio Nobel da Paz 2006)

O I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, criado com a finalidade de estabelecer diálogo entre representantes dos três setores – governo, empresas privadas e sociedade –, pretende promover e democratizar a discussão e o entendimento sobre sustentabilidade e o papel educativo da comunicação na inserção social dos negócios e promoção do bem-comum. Assim, o evento caminhará na busca de uma definição para o termo sustentabilidade – um assunto que, apesar de preocupação constante, ainda não está esclarecido para grande parte da sociedade –, além de procurar respostas para questões que envolvem temas como comunicação e marketing, responsabilidade socioambiental e o futuro dos negócios que não se inserem socioambientalmente em seus contextos.

“A busca por soluções mais eficazes para os desafios relacionados à sustentabilidade econômica, social e ambiental, tornou-se essencial na agenda das empresas e do planeta. Resultado disto, o conceito de sustentabilidade pressupõe uma relação sistêmica e equilibrada entre esses aspectos e prevê a revisão compartilhada de valores básicos, por meio dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, governos e instituições, serão guiadas e avaliadas”, explica Martha Rocha, diretora da Atitude Brasil, realizadora do fórum. Ela explica que neste contexto, é inegável o valor da comunicação na promoção desta mudança de conduta, ajudando a aproximar o discurso à prática.

Segundo ainda a executiva, o futuro dos negócios e, portanto, das organizações, está indubitavelmente atrelado à necessidade da mudança da cultura das empresas e dos processos, com o desafio de alinhar seus discursos às práticas dos negócios. “Não se pode, portanto, deixar de discutir a necessidade de se criar soluções para os problemas emergentes, por meio do engajamento de todos os setores, com i intuito de atingir o equilíbrio entre atividade econômica, o meio ambiente e bem-estar comum”, expõe.

Não à toa, toda discussão que deverá ser promovida pela primeira edição deste fórum está fundamentada nos preceitos da Carta da Terra: Respeitar e Cuidar da Comunidade da Vida; Integridade Ecológica; Democracia, Não Violência e Paz; e Justiça Social e Econômica. Também considera a importância da comunicação para disseminação dos ideais da Carta. Vale lembrar que a idéia deste documento foi discutida durante o período preparatório da Rio-92 e ganhou sua forma final em 2000, após um longo processo de consultoria mundial que envolveu especialistas em Direito Internacional, diversos grupos das sociedade civil, centros de pesquisas científicas e de  grupos espirituais, escolas, governos e representantes de causas humanistas e minorias de todos os continentes.

O Fórum conta com a colaboração de um grupo de conselheiros com expertise em sustentabilidade, comunicação e desenvolvimento, do qual participam Aser Cortines, Paulo Nassar, Mário Sérgio Cortella, Ricardo Kotscho, Ricardo Carvalho, Hamilton Faria, Mariana Kotscho, Florestan Fernandes, Carlos Alberto Ricardo e Danilo Miranda.

O fórum apresenta em sua agenda um equilíbrio dos assuntos em discussão, bem como a presença de representantes de todos os setores nas mesas de debates, garantindo que a interação entre os palestrantes e o público se dê de maneira que privilegie o diálogo. Em formato de talk show, o debate contará com a participação efetiva dos 450 convidados e três mil estudantes universitários provenientes de diversas instituições do País – que acompanharão o Fórum, em Brasília, por meio de videoconferência -, sendo a interação mediada por jornalistas e profissionais de comunicação. Outros milhares de estudantes terão a oportunidade de acompanhar os debates on-line, nos centros universitários. O objetivo, com isso, é garantir a democratização da informação.

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