Centenário de Oscar Niemeyer é comemorado com sessão especial

por brendaortiz — publicado 13/12/2007 15h00, última modificação 18/12/2007 13h19
Em homenagem ao centenário do arquiteto, o Senado Federal realizará uma sessão especial, na próxima quinta-feira (20), que será transmitida por videoconferência para todas as assembléias. As imagens serão transmitidas também do escritório do arquiteto, no Rio, um fato inédito no serviço de videoconferência do programa Interlegis. Quem desejar assistir por videostreaming, basta clicar no link dentro da matéria

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Oscar Niemeyer completou 100 anos no sábado (15),  por isto, em sua homenagem, o Senado realiza sessão especial nesta quinta-feira (20). Logo após  será exibido um vídeo sobre a vida do arquiteto.

A sessão será transmitida por videoconferência para todas as assembléias, e, em uma iniciativa inédita do Programa Interlegis, a imagem chegará também ao escritório do arquiteto, no Rio de Janeiro, que poderá interargir com os presentes na solenidade.

Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. Considerado o mais importante arquiteto brasileiro deste século em função da quantidade e qualidade de obras construídas, iniciou sua carreira no escritório de Lúcio Costa, em 1934, quando se graduou na Escola Nacional de Belas Artes.

Em 1936, integrou a comissão formada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, sob supervisão de Le Corbusier, a quem assistiu, como desenhista, durante sua estada de três semanas na cidade. Apresentou a solução adotada na construção do edifício, baseada no primeiro projeto do arquiteto suíço.

Entre 1940 e 1944, projetou, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o conjunto arquitetônico da Pampulha, que se configurou num marco de sua obra.

Em 1947, foi convidado pela ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, foi escolhido como base do plano definitivo.

No Rio de Janeiro, em 1955, fundou a revista Módulo. E em 1956, iniciou, a convite do presidente da República, JK, colaboração na construção da nova capital, cujo plano urbanístico foi confiado a Lucio Costa. Em 1958, é nomeado arquiteto-chefe da nova capital e transfere-se para Brasília, onde permanece até 1960.

Autor de extensa obra no Brasil, realizou também grande número de projetos no exterior, como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, 1967; a Universidade de Constantine, na Argélia, 1968; a sede da Editora Mondadori, em Milão, 1968. Teve sua obra exposta em mostras individuais, como Oscar Niemeyer, L'Architecte de Brasília, no Musée des Arts Décoratifs, Paris, 1965; Oscar Niemeyer 80 Anos, no Museu de Arte Moderna/RJ, 1987; Oscar Niemeyer: escultura, no Museu de Arte Contemporânea/Niterói, 1999, entre outras; e coletivas como From Aleijadinho to Niemeyer, no Salão de Exposições da ONU, Nova York, 1983, e Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal, São Paulo, 1984.

Recebeu, entre muitas outras homenagens e distinções, a Ordem de Comendador das Artes e Letras e a Medalha de Ouro da Academia de Arquitetura de Paris, 1982; o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de São Paulo, 1995; e o Prêmio Leão de Ouro, na 6ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, 1996.

A sessão especial, em homenagem ao centenário do arquiteto acontece no plenário do Senado Federal, às 11h.

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