Audiência pública debaterá evasão escolar e Bolsa-Família

por leiliane — publicado 16/10/2007 16h31, última modificação 16/10/2007 16h31

A Comissão de Educação (CE) do Senado Federal aprovou na terça-feira (2) requerimento da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que propõe a realização de audiência pública para debater a evasão escolar, que continua alta mesmo após a ampliação do programa Bolsa-Família, do governo federal. A senadora tomou a iniciativa a partir de série de reportagens sobre o assunto veiculadas desde domingo pelo jornal Correio Braziliense.

 

Na opinião do presidente da CE, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), tal evasão pode ter como causa a transferência do programa do Ministério da Educação para o de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Ele disse que a mudança não contribui para o estímulo educacional do programa, uma vez que não há controle da freqüência dos alunos beneficiados.

 

A mudança do nome do programa - criado no governo Fernando Henrique Cardoso como Bolsa-Escola - também pode favorecer a evasão escolar, disse Cristovam. Para ele, a retirada da palavra "escola" criou no imaginário das famílias a desvinculação do benefício da necessidade da permanência dos jovens na escola.

 

Para discutir o tema, a senadora sugeriu que sejam convidados o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; os jornalistas que realizaram as reportagens sobre evasão escolar, Paloma Oliveto, do Correio Braziliense, e Luiz Ribeiro, do Estado de Minas; o ex-secretário nacional do programa Bolsa-Escola e autor do livro Bolsa Escola, educação para enfrentar a pobreza, Marcelo Aguiar; e o sociólogo e coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.

 

Também poderá participar da audiência um dos jovens que deixou de freqüentar a escola apesar de receber a Bolsa-Família, conforme sugestão do senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC) aprovada pela comissão. O depoimento de um dos jovens, ressaltou o senador, será importante para se compreender a realidade em que eles vivem. Realidade que, segundo Mesquita, pode ser similar à de muitos outros jovens.

 

* Com informações da Agência Senado


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