Unesco participa de audiência pública na Câmara dos Deputados

por brendaortiz — publicado 27/06/2007 14h48, última modificação 28/06/2007 10h11
Para representante da Unesco, investir no ensino básico garantirá bons resultados

O representante-adjunto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Vicent Defourny, afirmou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (26), que o analfabetismo no Brasil é preocupante e, é preciso colocar a alfabetização no centro das políticas de educação e investir no processo básico de leitura, isto é, métodos simples e estruturados para conseguir melhores resultados.

 

Segundo ele, toda população tem de saber da importância da alfabetização para ter uma sociedade do conhecimento. "É preciso valorizar os professores para comunidade e sociedade. E, criar condições para que o aluno aprenda realmente. Isso significa a preparação dos professores para adaptar-se a diversidade dos alunos", explicou Vicent Defourny.

 

Para o deputado Rogério Marinho (PSB-RN), autor do requerimento da reunião e membro da Comissão de Educação e Cultura, a preocupação é resolver a causa do analfabetismo, pois o País está repondo continuamente esse estoque de analfabetos. "Temos 55% de crianças na 4ª série do Ensino Fundamental que estão num estágio crítico de proficiência", disse o deputado.

 

O deputado acredita que é preciso se preocupar com a metodologia do ensino, a pedagogia correta que consiga realmente educar, que consiga fazer com que a criança aprenda a ler, escrever e entender. "Se não nos preocuparmos em formar professores, que além da teoria, da filosofia da sala de aula, tenha a praticidade na hora de ensinar, não estaremos resolvendo o problema. É preciso que ele saiba o que está fazendo e não ter de aprender na hora", afirmou veemente o deputado.

 

Na mesma linha de pensamento de Rogério Marinho, a secretária de educação do Rio Grande do Norte, Ana Cristina Cabral, acredita que para combater o analfabetismo, é preciso investir na formação e reestruturação do corpo docente.

 "Na teoria todos sabem de química, física e matemática, mas é preciso saber qual a disposição didática. É preciso ter paixão em ensinar", afirmou a secretária.  
 

Para o secretário da Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, presente na reunião no plenário da Câmara dos Deputados, a qualidade de ensino e o número de analfabetos caiu e, isso acontece durante o processo de universalização da educação, devido ao aumento de crianças na sala de aula.

 

"Temos de preparar as instituições, o corpo docente e os alunos para que aconteça uma mudança satisfatória na questão do analfabetismo infantil. É um problema de gestão e tem de ser debatido cada vez mais", sugeriu o André Lázaro. 

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