Dados abertos, dicas de segurança, legimática, EaD: panorama do segundo dia do 8º EnGITEC

por Letícia Almeida Borges publicado 17/11/2016 18h35, última modificação 17/11/2016 18h42
Encontro de TI no Legislativo abordou assuntos diversos

O segundo dia da oitava edição do Encontro Nacional do Grupo Interlegis de Tecnologia falou até de produção de cerveja. De 9 da manhã até às 18 horas, cerca de 60 pessoas reunidas no auditório do Programa Interlegis e muita gente que acompanhava pela internet discutiu assuntos que só os iniciados entendem – como a linguagem dos desenvolvedores de programas ou dos hackers – com um ou outro espaço para temas que os leigos compreendem como educação a distância ou o caso citado da fabricação de cerveja (hobby de um dos palestrantes, vindo de Curitiba).

Abrindo os trabalhos, Luís Fernando Pires Machado, do próprio Interlegis, abordou uma área recente, da Legimática, que é o a interação da norma legal com as ferramentas dos sistemas, de forma a tornar os textos mais coerentes, claros e eficazes. “Consumindo dados abertos com Python” foi o tema de Ramiro Luz, da Ouvidoria da Câmara Municipal de Curitiba, que explicou como funciona esta linguagem de programação.

Em seguida, Alcyon Ferreira de Souza Júnior, que tem um extenso currículo tanto na área acadêmica quanto na iniciativa privada, mas atualmente trabalhando no SEBRAE, deu uma aula sobre segurança. O título da sua palestra foi:  “Sete segredos sobre o Pentest e Software Livre que todos deveriam saber”. Na prática, ele mostrou como, sobretudo nas redes sociais, as pessoas e as empresas estão vulneráveis, mas mostrou os sete segredos que devem ser observados para evitar a superexposição.

 

O foco é colaboração

 

Leandro Roberto Silva, da Câmara Municipal de Jataí, e Ramiro Luz, de Curitiba, retomaram os trabalhos na parte da tarde para falar da construção colaborativa que resultou numa nova ferramenta, o Sistema de Apoio à Atividade Parlamentar (SAAP), que é disponibilizada pelo Programa Interlegis. Seu objetivo é organizar os trabalhos do gabinete e do próprio vereador. Eles explicaram que ainda há o que melhorar no produto, mas insistiram que o importante é a maneira como ele foi trabalhado: “o foco é a colaboração”, segundo disseram.

Por causa disso, eles analisaram a dicotomia entre software livre e software proprietário. Não se colocaram contra a segunda opção, que é paga e não permite a interferência externa, mas defenderam a primeira, sobretudo para o Legislativo municipal. Para Ramiro, os gestores deveriam, nas licitações, colocar uma cláusula incentivando a licença livre.

Eles também abordaram a necessidade de se discutir a uniformização de uma identidade visual para os sites das Câmaras e a criação de documentação para os desenvolvedores e usuários, a fim de que não tenham sempre de começar do zero. Colocaram-se à disposição dos colegas e também pediram ajuda para melhorar a ferramenta.

Cláudio Cunha, do Instituto Legislativo Brasileiro, mudou o rumo da conversa, falando da proposta e dos números do ILB com o ensino a distância. Muitos dos presentes, inclusive, já tinham feito os cursos de EaD oferecidos pelo ILB e elogiaram a experiência. Foi discutida, na ocasião, a possibilidade de se oferecer cursos específicos para as câmaras, especialmente sobre a utilização das ferramentas disponibilizadas pelo Programa Interlegis.

 

Palestras-relâmpago

 

Antes de encerrar, foi aberta a oportunidade para que pessoas contassem alguma experiência em cerca de dez minutos. Adriana Chaves, da Câmara Municipal de Piraí (RJ), relatou a criação do que foi apelidado de SAPLinho, ou seja, a adaptação da ferramenta SAPL (Sistema de Apoio ao Processo Legislativo) para o Parlamento Mirim. Com o apoio de Cláudio Morale, do Interlegis, as crianças tiveram tudo o que vereadores têm: desde o espaço para a apresentação de projetos até a sessão filmada e gravada. De acordo com o Coordenador de Tecnologia da Informação do Programa Interlegis, Sesóstris Vieira, é possível que esta experiência se torne um novo produto.

Ramiro Luz voltou novamente, em dose dupla: fez uma palestra relâmpago sobre visualização de dados e, para surpresa de todos, sobre fabricação de cerveja. A explicação para estar ali era o espírito de colaboração: todas as receitas são compartilhadas.

Leandro Silva também voltou com uma nova palestra, falando sobre outras funcionalidades que estão sendo testadas com ferramentas disponíveis no Portal Modelo.

 

Veja a galeria de fotos:

http://www.interlegis.leg.br/institucional/fotos/engitec8-segundo-dia/

 

Amanhã é o último dia, sempre com transmissão ao vivo pelo Portal Interlegis.